quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Jé é natal?

É mais um fim de ano que se aproxima, é um final de ano meio atípico, a musiquinha da Leader não toca mais (época de recessão econômica mundial é foda), faculdade em greve e nada de previsão de férias, isso faz com que o fim do mês de novembro me pareça sei lá, agosto, mas olhar no calendário e nos filmes que já começam a trazer o natal como tema me fazem perceber que sim, o ano está acabando.

Eu como todo bom ateu não dou a mínima para o natal desde que eu tinha 12 anos e parei de receber presentes, e como todo bom ateu percebi que todas as festas do ano ou são religiosas ou são voltadas para o consumo (o legal do natal é isso, ele é os dois ao mesmo tempo), mas duas festas ainda me comovem, o meu aniversário e o réveillon entre outras comemorações que dizem respeito ao tempo passado (tempo de namoro, casamento, etc.), e nós estamos aí, bem perto de comemorar mais um ano (mesmo que seja um ano cristão e tal, não me interessa muito, só quero sentir que estou comemorando mais um ano do mundo, mesmo que não seja).

Bom, mas enfim, o ano está acabando, e bate um peso na consciência, e um pedido dela para que seja feito um saldo dos acontecimentos, infelizmente, sem nem pensar muito, eu sei que não vai sair nada muito bom disso. Mas, de qualquer forma, vamos lá:

Não tenho grandes feitos para me orgulhar esse ano, nenhum acontecimento incrível, nenhuma jura de amor eterno, esse ano talvez tenha sido o menos amado de toda a minha vida, aprendi o jeito mais fácil de não sofrer por amor: é só não amar.

Meus grandes feitos foram na verdade uma grande burrada. Atos altruístas e, como todos da sua espécie, loucos. Saí do trabalho para procurar um estágio, não achei e ainda fiquei sem o trabalho.

Tive momentos felizes, esse ano pode ser resumido em 2 semanas a primeira foi o carnaval, carioca, fui descobrir o carnaval aos 22 anos, vi que nem tudo é samba, pois, se fosse assim a minha “doença do pé” me atrapalharia muito, mas até aprendi a sambar por um dia, ébrio (palavra que marcou esse carnaval), esqueci tudo no dia seguinte. É fiquei muito feliz ao poder ouvir Black Music e Rock em um dia de carnaval. Shaolin e Marcelle foram os meus companheiros mais presentes, ele, que mesmo bêbado, manteve a consciência na preservação do meio ambiente e saia dos blocos apenas pra jogar uma latinha no lixo. Um inesquecível malandro, com bigodinho e tudo, e tantas outras coisas...

A outra semana foi no ENEP, 20 horas de viajem, para acamparmos dentro de um estádio, tomarmos banho de água fria, agüentar um calor inaguentável. Falando assim parece que deu tudo errado, mas não, gastei todo o dinheiro que eu nem tinha e até hoje estou endividado, mas gastaria o dobro se fosse necessário, conheci pessoas fodas, relembrei o porque do meu entusiasmo quando entrei na faculdade e vi tantas mulheres lindas, mas não peguei ninguém, eu, como sempre, respeitador, pra não dizer bobo, resolvi respeitar um pseudo relacionamento que eu tinha deixado no Rio. E nessa viajem me aproximei, conquistei e fui conquistado por outras pessoas da facul, Paulinha, Mari, Yuri. Vivi uma semana a base de piadas internas do Cid e água da Cida.

Pensando bem esse ano não foi tão ruim, poderia ter sido bem melhor, se eu tivesse aprendido antes a me respeitar mais. Não completei nenhum objetivo, mas também não me lembro de ter-me imposto algum. Este foi mais um ano de 0x0, adquiri algumas poucas histórias para serem conversadas no bar, adquiri algumas poucas pessoas para ir para o bar, e ganhei alguns novos amores. Foi um ano sem grandes emoções, mas as pequenas que existiram fizeram dele um ano vivo.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Tentando justificar

Há muito tempo eu registrei esse domínio no Blogger, mas nunca escrevi nenhum post, muitas vezes dei início a qualquer coisa, mas todos os textos morreram na metade do caminho, as palavras perdiam forças e eu acabava por clicar no botão fechar da janela.

O meu problema sempre foi o que escrever, pra quem escrever. No principio eu queria um blog pessoal, onde eu pudesse colocar os pensamentos mais profundos, mas na tentativa de fazê-lo eu acabava sofrendo com uma certa resistência à verdade, meus pensamentos não se permitem ser expostos. Até consigo argumentar sobre mim comigo mesmo, consigo analisar meus pensamentos de forma até profunda, mas a única condição para que isso aconteça é: eles devem permanecer como pensamentos, tentar escrevê-los faz com que eu me frustre, eles simplesmente se escondem atrás de mentiras atenuantes, justificativas ilusorias.

Então eu desisti de ser tão intimo, resolvi dar a esse blog essa ideia intimista, pessoal, mas vou respeitar-me, chegarei ao limite imposto pelo meu pensamento e falarei de mim, dos outros e, talvéz, até de ti.

Acredito que seria legal para esse primeiro post justificar o nome do blog.
Esse é um verso da "Sing Along" uma música do Blue Man Group, significa mais ou menos "se eu cantar uma canção, você cantará comigo" a musíca completa é:

If I sing a song will you sing along?
If I sing a song will you sing along?
If I sing a song will you sing along?
Or should I just keep singing right here bymyself?

If I tell you Im strong will you play along?
If I tell you Im strong will you play along?
If I tell you Im strong will you play along?
Will you see Im as insecure as anybody else?

If I follow along does it mean I belong?
If I follow along does it mean I belong?
If I follow along does it mean I belong?
Or will I keep on feeling different from everyobody else?

If I sing a song will you sing along?
(If I sing a song will you sing along?)
If I sing a song will you sing along?
Or should I keep singing right here bymyself?


Eu criei esse blog no dia seguinte ao show dos caras azuis e essa música realmente me tocou muito nesse show, estava meio que nesse clima de estar cantarolando sozinho pelo mundo, sem encontrar aguem para fazer os "badabadas", e a idéia do blog é essa canto aqui nesse canto (eu sei, trocadilho ridículo) e, quem sabe alguem não chega junto e "sing along with me"?

Não espero ser um ods 10 mais visitados blogs de todos os tempos, na verdade eu nem sei se quero ser visitado. Eu quero com ele poder escrever alguns sentimentos, alguns pedaços de sentidos da vida, pra quem sabe assim, no final, eu possa vir e montar o quebra-cabeça que eu sou?

E, pra completar, o clipe da musica: